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segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

CONHECENDO O GRAMSCISMO


O gramscismo e os seus principais agentes no Brasil - por FELIPE TELLES
Antonio Gramsci, nascido na Itália, é um dos maiores responsáveis pelo processo de completa degeneração moral verificado no Brasil, embora muitos sequer tenham ouvido falar em seu nome. Foi membro-fundador e secretário-geral do Partido Comunista da Itália, acabou sendo preso por ação de Mussolini em 1926, o que não o impediu de escrever suas notas, que saíam da prisão por intermédio de sua cunhada, funcionária da embaixada soviética em Roma. Notas que viriam a se tornar a bíblia da estratégia revolucionária.

“Gramsci ficou meditando na cadeia. Mussolini, que o mandara prender, acreditava estar prestando um serviço ao mundo com o silêncio que impunha àquele cérebro que julgava temível. Aconteceu que, no silêncio do cárcere, o referido cérebro não parou de funcionar; apenas germinou ideias que dificilmente lhe teriam ocorrido na agitação das ruas. Gramsci transformou a estratégia comunista, de um grosso amálgama de retórica e força bruta, numa delicada orquestração de influências sutis, penetrante como a Programação Neurolinguística” (Olavo de Carvalho, 1994).

Marxista, Gramsci foi o responsável por unir Maquiavel e Marx em uma só doutrina. Ele ensinou que, para o marxismo triunfar, deve haver uma abdicação do radicalismo ostensivo a fim de ampliar a margem de alianças. Ensinou que a zona mais profunda da sabotagem psicológica deve prevalecer em relação ao combate político direto. Ensinou, principalmente, que dizimar as bases morais e culturais do adversário é mais importante que ganhar votos.

Chegou à referida conclusão ao analisar a postura do governo russo para implementação do comunismo e logo percebeu que algo havia de errado. As massas, predominantemente religiosas e conservadoras, ofereciam resistência ao plano revolucionário que estava sendo imposto, eternizando a etapa de transição, a ditadura do proletariado, e impedindo o advento, de fato, do comunismo. Para contornar essa dificuldade, seria necessário o adestramento do povo durante a vigência do capitalismo. Assim, com o advento do comunismo, não existiria resistência e todos aceitariam de bom grado um regime que rompesse com valores até pouco tempo considerados sacros pela população.
Em suas notas, escritas durante o tempo em que esteve preso, dois termos eram sempre diferenciados: poder e hegemonia. Poder é “o domínio sobre o aparelho de Estado, sobre a administração, o exército e a polícia”, enquanto hegemonia é “o domínio psicológico sobre a multidão”. Daí a característica essencial do Gramscismo: o poder fundado numa hegemonia prévia, absoluto e incontestável, diferindo bastante das estratégias adotadas por Lenin, em que o controle deveria ser conquistado meramente pelo uso da força.

Gramsci ensina estar em jogo um terreno mais profundo que o confronto ideológico: o senso comum, dominado por automatismos mentais, representando hábitos inconscientes por parte da população e originando modelos padronizados de reagir às situações. Observou que o senso comum do povo é constituído de uma verdadeira “suruba ideológica”. É muito comum encontrar, mesmo atualmente, pessoas que defendem interesses de grupos ideológicos opostos. Por exemplo: um socialista que possui hábito de ir à Igreja e não percebe a enorme contradição deste fato. Gramsci pretendia reformar o senso comum, de tal forma que as pessoas passassem a ser coerentes com o interesse de classe respectivo.

“Não basta derrotar a ideologia expressa da burguesia, era preciso extirpar, junto com ela, todos os valores e princípios herdados de civilizações anteriores, que de algum modo incorporou e que se encontram hoje no fundo do senso comum. Trata-se, enfim, de uma gigantesca operação de lavagem cerebral visando apagar da mentalidade popular, e sobretudo do fundo inconsciente do senso comum, toda a herança moral e cultural da humanidade, para substituí-la por princípios radicalmente novos, fundados no historicismo absoluto.

Uma operação dessa envergadura transcende infinitamente o plano de mera pregação revolucionária e abrange mutações psicológicas de imensa profundidade.” Como executar uma alteração drástica no senso comum e obter a tão sonhada hegemonia? Gramsci enxerga que a peça principal do seu método é o agente intelectual. Mas o intelectual, no sentido gramsciano, não é apenas o filósofo, o historiador e o cientista. Jornalistas, funcionários dos correios, locutores esportivos, cineastas, músicos e até mesmo humoristas podem ser tão intelectuais quanto, basta que contribuam para a panfletagem ideológica e influenciem a maior quantidade de pessoas possível. O que está em jogo não é a busca pelo conhecimento e o compromisso com a verdade, mas tão somente a contribuição com a primeira e mais decisiva etapa da estratégia.

Um intelectual academicamente rígido e um agitador notório pouco possuem importância para a revolução gramsciana. Um jornalista discreto, que não se posiciona explicitamente e vai mudando delicadamente o teor do noticiário, e um cineasta cujos filmes não propõem qualquer mensagem política ostensiva, certamente executam muito melhor a função de penetrar fundo no imaginário popular. Desta maneira é formada a tropa de elite do exército gramsciano, que introduz gradualmente novos sentimentos à população.

Confira exemplos do Gramscismo em ação no Brasil:

O aborto é uma das maiores pautas da esquerda revolucionária, que através de veículos influentes, sempre divulga dados falsos. Conforme o DataSus, o número de abortos clandestinos é de aproximadamente 100 mil ao ano, enquanto o número de mortes não passa de 44. Os dados da matéria foram completamente inflacionados.  O título transfere a culpa para a vítima, desfocando a atrocidade cometida pelo bandido. Prática bastante comum na mídia brasileira.

Há uma tendência midiática em sempre associar qualquer tipo de atrocidade à “extrema-direita”, uma estratégia para adestrar a população e transferir a culpa dos atos sempre para uma abstração inexistente. O indivíduo em questão era um neonazista, portanto, posicionado no espectro político da esquerda. Ao perceber a ascensão do candidato Jair Bolsonaro, a grande mídia faz de tudo para evitar citá-lo, com manobras sórdidas a fim de apagá-lo do imaginário popular. Exemplos de agentes do Gramscismo:


Juninho Pernambucano, ex-jogador de futebol e jornalista esportivo, usa de sua popularidade para influenciar politicamente os jovens. O Twitter é a sua principal arma.



Tico Santa Cruz é vocalista da banda Detonautas, que fez bastante sucesso nos anos 90. Entretanto, atualmente é mais conhecido por seu desconhecimento sobre ciência política básica e por suas controversas opiniões que faz questão de expor sempre que tem oportunidade. É defensor assíduo do PT, do desarmamento e da estatização. O Facebook é a sua principal arma.


Gregório Duvivier é humorista e “isentão”, um dos tipos de agentes mais perigosos. Notabilizou-se por defender políticos criminosos como Lula e Dilma, pautas como aborto e drogas e movimentos “sociais” como o MST. Entretanto, Duvivier se autodenomina “independente” e continua a influenciar os jovens. 

Vale ressaltar, por último, que o rigor dogmático presente no Gramscismo é muito inferior ao de todas as outras correntes marxistas ante sua preocupação meramente disseminativa: qualquer obra ou pessoa pode contribuir para a propagação dos cacoetes revolucionários. Títulos distorcidos propositalmente; omissão de informações em textos jornalísticos; matérias unidas com outras cujo efeito de conjunto proporciona um novo sentido. Tudo isso é válido, pois os fins justificam os meios.

Embora o número de autodeclarados gramscistas não seja grande (Gilberto Dimenstein, jornalista e dono da Catraca Livre, foi um dos poucos a citar Gramsci nominalmente, na Folha de São Paulo, em 1997), são necessários poucos dias no Brasil para presenciar tamanha a devastação causada pela ideologia. Pessoas que jamais ouviram falar em Antonio Gramsci reproduzem cacoetes mentais dos mais tenebrosos, isto que gramscismo não é um partido político e não necessita de eleitores fiéis. O gramscismo coloca o indivíduo numa posição de colaboração em favor da ideologia, sem que disto o colaborador tenha a menor consciência.

Adolescentes que mal saíram do ensino fundamental repetem “Fora, Temer”, sem que de política tenham a menor consciência. Jovens histéricos repetem “nenhum direito a menos” ao falar sobre a PEC 55, sem que de finanças públicas tenham o menor conhecimento. Estudantes de humanas das universidades federais propagam vulgaridades filosóficas como “nada é errado se te faz feliz” e “não existem verdades absolutas”. Todos comportamentos absolutamente automáticos e previsíveis, meros automatismos mentais impregnados da forma mais sórdida possível.

quinta-feira, 6 de julho de 2017

SBB ESCORREGA NA MENTIRA PROTESTANTE


Por Fernando Nascimento

Era praxe no meio protestante, sacarem do seu paiol de mentiras estratégicas a afirmação: “a Igreja Católica colocou sete livros na bíblia em 1546, no concílio de Trento. Estes livros são “apócrifos”, “espúrios”, "escondidos", "secretos", "obscuros". Faziam isso com diabólica intenção de caluniar a Igreja Católica.

Recentemente a SBB – Sociedade Bíblica do Brasil, que publica as bíblias protestantes no Brasil, acabou com séculos de mentiras protestante, quando para a surpresa de todos, publicou a Septuaginta, ou seja, uma bíblia que reúne os livros do Velho testamento, usada pelos apóstolos de Jesus e que contém os sete livros que os protestantes arrancaram e caluniavam que a Igreja Católica os havia “acrescentado”.

De sorriso amarelo, a SBB publicou o seguinte texto que promovia a obra, os grifos são meus:

Septuaginta (ou Tradução dos Setenta)
Esta foi a primeira tradução. Realizada por 70 sábios, ela contém sete livros que não fazem parte da coleção hebraica, pois não estavam incluídos quando o cânon (ou lista oficial) do Antigo Testamento foi estabelecido por exegetas israelitas no final do Século I d.C.

A igreja primitiva geralmente incluía tais livros em sua Bíblia. Eles são chamados apócrifos ou deuterocanônicos e encontram-se presentes nas Bíblias de algumas igrejas.

Esta tradução do Antigo Testamento foi utilizada em sinagogas de todas as regiões
do Mediterrâneo e representou um instrumento fundamental nos esforços empreendidos
pelos primeiros discípulos de Jesus na propagação dos ensinamentos de Deus.
(Após nossa denúncia a SBB excluiu esse texto que estava no endereço: http://www.sbb.org.br/interna.asp?areaID=45  ). Mas o Fimdafarsa obteve o print screen da página antes de ser excluída, gentilmente cedida pelo apologista católico Cristiano Macabeus. (Clique na foto para ampliar)


Vamos por partes, fazer as devidas correções no despistador texto da SBB:

1- Diz a SBB: “Esta foi a primeira tradução. Realizada por 70 sábios, ela contém sete livros que não fazem parte da coleção hebraica, pois não estavam incluídos quando o cânon (ou lista oficial) do Antigo Testamento foi estabelecido por exegetas israelitas no final do Século I d.C.”

Observação: os sete livros não fazem parte da coleção hebraica, porque essa tal coleção hebraica é posterior a coleção cristã, é do final do primeiro século e foi feita pelos judeus que perseguiram Jesus e queriam extirpar os livros com temática cristãs do meio judaico, mas os cristãos usavam sim esses sete livros recusados pelos fariseus e protestantes. Confirmando isso diz a SBB que vende bíblias com a coleção hebraica, sem os sete livros, em vergonhosa contradição: ” A igreja primitiva geralmente incluía tais livros em sua Bíblia”. Detalhe: a “Igreja primitiva” é a Igreja de Jesus, a mesma e milenar Igreja Católica.

2- Diz a SBB: “Eles são chamados apócrifos ou deuterocanônicos e encontram-se presentes nas Bíblias de algumas igrejas.”

Correção: os sete livros são chamados “apócrifos” só pelos inimigos de Cristo que os excluíram de seu particular cânon judaico, feito só no final do primeiro século. Deram-lhes malandramente o nome de “apócrifos” para desclassificá-los, e os protestantes engoliram isso e se acomunaram aos escarnecedores de Jesus.

"Apócrifos" sempre significou: [escritos de assunto sagrado não incluídos pela Igreja no Cânon das Escrituras autênticas e divinamente inspiradas.] (Dicionário Enciclopédia. Encarta 99).

Ou seja, “apócrifos” são os livros que ficaram fora do Cânon da Igreja, e os sete livros que estão na Septuaginta, estão sim no Cânon da Igreja, e a SBB provou isso dizendo: ” A igreja primitiva geralmente incluía tais livros em sua Bíblia”.

3- Diz a SBB: Esta tradução do Antigo Testamento foi utilizada em sinagogas de todas as regiões do Mediterrâneo e representou um instrumento fundamental nos esforços empreendidos pelos primeiros discípulos de Jesus na propagação dos ensinamentos de Deus.

Ou seja: a SBB está simplesmente confessando que a Septuaginta, já continha os sete livros da bíblia católica que os protestantes arrancaram. Como é doce ler essa confissão:  “foi utilizada em sinagogas de todas as regiões do Mediterrâneo e representou um instrumento fundamental nos esforços empreendidos pelos primeiros discípulos de Jesus na propagação dos ensinamentos de Deus.

Isso explica o porquê dos sete livros já se encontrarem, inclusive, na Bíblia de Gutemberg, impressa mais de meio século antes da Reforma Protestante.
A Bíblia de Gutemberg pode ser acessada e integralmente consultada na Biblioteca Britânica, neste link: http://molcat1.bl.uk/treasures/gutenberg/search.asp

Lutero traduziu para o alemão os sete livros. Na sua edição alemã datada de 1534, o catálogo é o mesmo dos católicos. A sociedade Bíblica protestante até o séc. XIX incluíam os sete livros em suas edições da Bíblia. Depois disso os excluiu, e para justificar essa grave blasfêmia, criou um mar de calúnias contra a Igreja Católica e cada livro. Ainda hoje os protestantes costumavam levianamente insultar cada livro que arrancaram com uma mentira diferente.

Logo, o que o protestantismo usa não é a bíblia, mas o cânon farisaico do Velho Testamento, junto ao cânon católico do Novo Testamento.  Logo o que o protestantismo prega não é a verdade, mas a Mentira, esse instrumento do Diabo.

“Vós tendes por pai o Diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai; ele é homicida desde o princípio, e nunca se firmou na verdade, porque nele não há verdade; quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio; porque é mentiroso, e pai da mentira”. (Jo 8,44).

Entenda a sacanagem da SBB para com os protestantes:

A bíblia protestante “Almeida”, que contém o novo e o velho testamento faltando sete livros arrancados pelos protestantes, é vendida pela SBB por R$ 47,90, no dia em que foi feita essa refutação.

A mesma SBB, dos protestantes que retiraram os sete livros da bíblia, agora estão vendendo a Septuaginta, do início do cristianismo, que contém os sete livros que eles retiraram, por: R$ 172,00.

Isso é hilário. E finalmente, acabou a lorota protestante de que a Igreja "colocou 7 livros na bíblia". 

Fonte: FIM DA FARSA: http://fimdafarsa.blogspot.com.br/2012/03/sbb-publica-septuaginta-e-acaba-mentira.html 

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

LULA CEGOU MP SP E AMORDAÇOU A IMPRENSA


Em 10 de março de 2010, o jornal O Globo publicou uma matéria intitulada "Caso Bancoop: triplex do casal Lula está atrasado" dizendo o seguinte:
“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua mulher, Marisa Letícia, são donos de uma cobertura na Praia das Astúrias, no Guarujá, mas amargam há 5 anos na fila dos cooperados da Bancoop para receber o imível. (...) Procurada, a Presidência confirmou que Lula continua proprietário do imóvel.”

Ou seja, em março de 2010, último mandato de Lula como presidente, ele mesmo admitiu ser proprietário da cobertura no Guarujá.

Em 07 de dezembro de 2014, o jornal O Globo publicou outra matéria intitulada "Cooperativa entrega triplex de Lula, mas três mil ainda esperam imóvel" dizendo  o seguinte: “O Edifício Solaris, onde a família Lula da Silva tem apartamento, ficou pronto em dezembro do ano passado (2013). A reforma do apartamento 164 é tocada por seu filho Lulinha, segundo funcionários do edifício, e foi vistoriado por dona Marisa o tempo todo".

Em 31 de janeiro de 2016, o mesmo jornal O Globo publica matéria intitulada "Lula admite que visitou triplex do Guarujá", dizendo o seguinte: "O Instituto Lula diz que os adversários do ex-presidente e imprensa 'tentam criar um escândalo a partir de invencionices'. Na nota, Lula nega que era dono do triplex e diz que quando a sua mulher, a ex-primeira-dama Marisa Letícia, se associou à Bancoop em 2005, escolheu um apartamento comum do prédio e não o triplex".

É inacreditável como um jornal conceituado como O Globo publica matérias com contradições de um ex-presidente e não faz nenhum comentário sobre essas declarações. É inacreditável como até agora todos os noticiários abordam o assunto do triplex do Guarujá como "o imóvel sob suspeita de pertencer a Lula" ou "o imóvel que Lula não teria declarado nos seus bens", apesar das confissões do ilustríssimo petista. É inacreditável o fato de o Ministério Público de São Paulo precisar interrogar Lula para descobrir se o triplex pertence a ele, quando o próprio Lula já admitiu ser dono. Talvez todos (imprensa e Justiça) estejam fingindo serem cegos. 

quinta-feira, 23 de abril de 2015

SILAS MALAFAIA E A TEOLOGIA DA PROSPERIDADE


SILAS MALAFAIA: “Sabe o que é que diz a Teologia da Prosperidade? Olha, querido: ‘Se tá acontecendo algum problema na sua vida, se você não consegue as coisas, se você não é bem sucedido, ou porque você não crê, ou porque tem algum problema na sua vida. Você tá mal financeiramente?  Você não tem fé!’ Isso é uma afronta, gente! Isso é uma afronta! (...) Isso é uma covardia!”


SILAS MALAFAIA: “Ele (Morris Cerullo) tá trazendo uma palavra pra você: ‘Crede nos meus profetas e prosperareis.’ É o que diz a Bíblia! Então escute o que esse homem de Deus está falando com você. Tenho certeza que Deus vai mudar a sua história e a história da sua família. A história de negócios, de posições na sociedade... isso é muito importante!”